A partir de hoje, a pedido de uma pessoa muito querida, o mrvadaz vai tentar adoptar a norma do "politicamente correcto", evitando o uso de certas palavras tanto pelo seu editor ao pé de uma máquina de café como aqui neste espaço.
Hoje não quero azucrinar-vos a dizer que o cabo-verdiano adora os finados e todos aqueles nossos entes queridos que que morrem passam automaticamente a ser santos. Queria apenas deixar-vos aqui algumas notas:
a) Fico muitas vezes a pensar nas diferentes formas que a escravatura moderna hoje se manifesta. Além do óbvio, fico muitas vezes a pensar naquela frase do Princezito: "nka sabe se é mi ki é bakan ou se é stória ki sta mal contado". Prefiro acreditar na primeira hipótese, ou seja, que sou um bakan(babaca) e vou lutar imensamente para entrar no sistema e viver a vida dos comuns. Na pior das hipóteses, esquecendo a existência da democracia, vou admitir a segunda hipótese e viver frustrado com a capacidade do homem e ser hipócrita e mentir a si mesmo;
b) Àqueles estudantes cabo-verdianos que estão a viver em Portugal, deixo uma alerta: atenção*! O mundo é como é e não está salvo da ganância dos homens. Li algures por aí na net que a pior coisa que acontece é "deixarmos ser guiados" por um grupo pequeno como se fóssemos ovelhas. Ai se eu fosse livre!
c) Certas atitudes mostram que Darwin, de certa forma, estava totalmente certo com a sua teoria. Não se trata da selecção natural mas sim da adaptação situacional e das posições económicas que situa cada um dos países. Entendo que um pode ser bon vivant em França e ao mesmo tempo lobo mau em Cabo Verde. O mundo é assim. Basta ver a reação nos jornais portugueses quando se trata de um roubo, assalto ou outros crimes. Sem se saber quem é o culpado, a resposta está na ponta da língua: os culpados são os pretos, brazucas, ucranianos e outros imigrantes. Mas isso acontece só em Portugal? É claro que não, em CV temos os manjacos para servir de saco de pancada. Se bem que na terra da morabeza, os pricipais criminosos são as indígenas e nem é preciso ser um expert em matemática;
d) Ao contrário do Allen
Halloween, não quero que nasçam mais "
Floribelas e Morangos na campa do Salazar", quero sim, aquele "mundo novo(
do Allen)" onde todos podem e devem dizer qualquer coisa sem nenhuma
censura ou auto-
censura;
P.S. Alguém disse-me ontem que o meu problema é justamente pensar muito. Nem vou contextualizar a frase aqui mas como se costuma dizer na minha aldeia, "dentu di alguém ké alguém".
*A ser desenvolvido num post próprio.