sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Faxi-faxi

O parlamento da Catalunha acabou de declarar a independência, com Madrid a dissolver o governo a seguir. O que acho curioso é a posição da Europa - estou a lembrar-me da atitude perante crise económica da Grécia - nesse "jogo" espanhol. Cabo Verde devia mas era calar-se para não fazer esse papel de triste atrevido.

Quem nunca devia se sentir triste perante as relações entre os estados é um presidente da república  de um país livre e independente mas num país de (é melhor não dizer!) dá nisto. Tanto sangue derramado nas matas da Guiné-Bissau para termos hoje uma elite frouxa.

Que o Miguel Monteiro é um pateta alegre todos sabem mas se é um mentiroso compulsivo com direito a se demitir, assim como o chefe dele, saberemos se se confirmar esta notícia.

As boas intenções enchem o inferno justamente por causa de actos como este. É que disponibilizar conteúdos online para os alunos do ensino básico em Cabo Verde faz me lembrar aquele agricultor que vedou com um saco plástico verde transparente os olhos da vaca para comer o pasto seco como se fosse verde.

sábado, 21 de outubro de 2017

Buraco esquisito

Sei que, sem meter nada geológico, onde se formaram os estalactites e os estalagmites foi lavada com as águas ventas dos magmas dos vulcões. Magnífica, confesso!

Sei que teimaste em consolidar um certo magma..., afinal o buraco é esquisito.

P.S: esta (não) é uma boca em particular, se bem que o dr Borche me entende.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Kobamko 750Lx - O Pica das ruas

Introdução

Lisboa é um sítio interessante para se viver em Portugal. Não caio na tentação da narrativa portuguesa de "o melhor"-de-qualquer-coisa, até porque só conheço Porto e Lisboa, apesar de ter passado por algumas cidades do norte e sul de Portugal e só vivo cá há 15 anos. Ao contrário, muito bons portugueses que nem sequer foram a algum país africano, ou só porque passaram umas férias bacanas nos hotéis e resorts em Angola ou Moçambique, acham que estão em condições moral, intelectual e cultural para me falar, quase sempre mal, de "ei-iÁfrica". Caramba, pá!

Voltando à questão lisboeta, eu desde já há uns bons tempos que ando a observar a questão e o fenómeno emigrante/imigrante. Não no sentido académico, ou melhor, não da forma como normalmente esses temas são abordados e tratados nos estudos académicos. Eu prefiro ver, observar o perfil social, moral, comportamental de um emigrante/imigrante na sociedade. E é interessante, até porque sou um imigrante.

E quando falo desses imigrantes, estou a falar do grosso imigrante, da classe imigrantes pouco instruída e que normalmente desempenha funções pouco qualificadas nas sociedades onde estão emigradas e se comportam quase sempre como reis arrogantes nos seus países de origem, iludindo de certa forma a população de origem deles através de alguma ostentação. Se é do conhecimento de todos que antigamente muitos emprestavam ouros e dinheiro a amigos e familiares para ir de férias e apresentar-se como emigrante bem sucedido, hoje em dia parte dessa ostentação é feita a partir das redes sociais e videoclipes musicais. Afinal, djan bira fino.

Eu tenho acompanhado de perto os emigrantes/imigrantes da CPLP, com um especial interesse para os dos PALOP de que faço parte e com o foco na comunidade cabo-verdiana que pertenço.

Nesta perspectiva, vou começar a rubrica Kobamko 750Lx, uma espécie de "africanização" das iniciais dos centros comerciais Colombo e Babilónia, do Metro de Lisboa e Comboios CP da linha Sintra. O número 750 refere-se ao autocarro 750 da Carris e o Lx, é óbvio, é a abreviação de Lisboa. São lugares com mais imigrantes em Lisboa, sem margem para dúvidas. 

Kobamko 750Lx pretende ser umas "brónicas" (bocas e crónicas) hipérbole, internetês, caricatural, humorística e (quase) desmioladas típico das linguagens vida ku saúde, 'deus' no comando, TOP e nhas dimeus por direito. Não vão ser muito diferentes - que exagero! - das "letras" do Zé Espanhol e outras "letras" do funaná do Buraka mas conscientemente e vou esforçar para não ser iguais às "floribellices" de um Anselmo Ralph, um Zé Pedro 4  C4Pedro ou os Calema.

P.S. Para que as brónicas tenham um título mais "aceitável", passarão a designar-se O Pica das ruas. O Pica é um revisor dos meios de transporte e eu, ao contrário, farei observações e não passarei multas ao comportamento de ninguém.

Até à próxima paragem!