segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

@nha orason


Mamá, eu tinha que ir e não arrependi. Voltei, arrependi de ter ido mas tive que vir e fiquei com saudades.

São essas as forças invisíveis, as palavras que eles nunca mais vão perceber: a sensação, a amargura de estar longe de ti; estar num lar vazio onde crescemos, ter a luz e sentir o cheiro do fumo do candeeiro; sentir os grilos a cantarem na escuridão que paira sobre a nossa aldeia. Não, eles não vão perceber nunca a melancolia que jazida no meu coração, não vão perceber esta eterna saudade.

Estão a secar as carnes mas os ossos mantêm firmes, ainda no teu túmulo hei-de curvar para sentir a sombra da tua alma que me alimenta.

@nha orason

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