quarta-feira, 30 de novembro de 2011

XVI encontro EC em Portugal

Sem querer fazer o meu juízo "mandabocatória" das coisas, muito mais longe ainda de criticar o Expresso das Ilhas pela fotografia, salvo erro, da Tertúlia Crioula. Não Vou por aí.

Interrogo-me sobre a participação dos estudantes do Porto hehehe. Pelos vistos o futebol arrasta multidão, não é verdade meus caros conterrâneos portuenses?
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Faísca

O crioulo continua a ser a ser um tema que gera pouco consenso entre os cabo-verdianos. Já li algures que a colonização portuguesa foi medíocre, eu acho que foi exactamente o contrário, ou seja, foi excelente. Continuo a pensar que as estratégias usadas junto do zé povinho não é das mais adequadas e que o erro continua. 
Na Europa já se ensina o mandarim, a "língua do futuro".

Cá na Europa também já se fala em revolução, a coisa que temo muito. Eu olho os europeus, de certa forma, como uma espécie de peça de teatro desorganizada onde cada um tenta fazer o seu papel e que ninguém tem a mínima ideia. Todos falam, falam e falam mas ninguém faz nada e continuam a apontar o dedo para a França e a Alemanha. Pior disso e o que tem mais piada é quando falam de África e do mundo árabe. Ali pelo menos ninguém vive a democracia de fachada.

Quem não tem uma namorada, irmã, amiga ou até um amigo que vive obsecado com a pele da sua cara? Seria uma hipocrisia não admitir isso até porque as publicidades falam por si. O culto dos perfeccionistas dos filmes, televisão, romances outras coisas irrealistas.

Todos contam as histórias das princesas e príncipes encantados mas ninguém disse que o príncipe ficou irritado com os aborrecimentos da princesa ou que a princesa ficou fula porque o príncipe é casmurro.

Para já, deixo-vos com os The Byrds - All I Really Want To Do.

domingo, 27 de novembro de 2011

Level 8

Cabo-verdianos começaram a subir de level no tráfico, o nível vai além dos estupefacientes, chegamos ao nível humano, espectáculo!

P.S. Quando eu era criança, admirava muitos imigrantes que chegavam com carros novos, construíam casas na Praia, roupas novas, perfumes e por aí fora. Eu pensava que o dinheiro em Portugal e outras paradas era para chegar e encher o saco. Estando cá, vivendo o dia-a-dia, a percepção mudou mas poucos e muitos pouquinhos, em Cabo Verde, não têm a ilusão de imigrar. Afinal, viver na terra é sempre a mesma merda e desilude-se quem está fora! 

Um domingo qualquer

Para começar, neste momento, oiço a música "Espelho(De outra água)" de Paulo Gonzo. Esta música faz-me lembrar as magníficas publicidades da EDP que normalmente assisto antes dos filmes nos cinemas Lusomundo. Por falar em cinemas, o imperdível Ice Age 4 Continental Drift já tem o trailer. Como estamos em crise, estou a juntar os cêntimos. Espero não apanhar uma seca na CGD outra vez!

Depois da Tertúlia Crioula Portuense de ontem e uma breve passagem pela passagem pelo Cantinho de Cabo Verde, acordei cedo. Resolvi ler alguns links:
  1. Amílcar Cabral - Um visionário do séc.XXI;
  2. Blog do Sakamoto, mais cinco!
  3. Inocêncio regressa à política activa;
  4. Governo com IFLC e acerta compra de dois novos Boings;
  5. Os 10,3% do défice é um dos sinais de uma crise à portuguesa, “eminente” em Cabo Verde (Parte I);
  6. NATO sustenta que ataque a tropas paquistanesas foi em “legítima defesa;
  7. http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=4e047afa-6412-4a99-9281-e550362d5bdb;
  8. Paquistão bloqueia fornecimentos da NATO ao Afeganistão em represália contra ataque;
  9. Renasce a teoria da conspiração no caso de Dominique Strauss-Kahn;
  10. Electra Sul terá prejuízos de milhões;
  11. Pai denuncia professor que engravidou a filha;
  12. José Maria Neves acaba de chegar a Bissau, e foi recebido pelos "intriguistas do PAIGC". Serão os mesmos que "mataram Amilcar Cabral"? AAS
Como já estou farto da net, vou-me embora daqui.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

We are focked!


Não sei o quê que está a passar em Cabo Verde. Não quis rir mas hahahahaha! Será que percebi bem ou estou a sonhar?

Quando o Carlos Veiga, presidente do maior partido da oposição, MPD, diz que "não devem ser só os trabalhadores a pagar a crise", ele deve estar a pensar que os miseráveis de Santa Cruz, Santo Antão, Boavista, Nossa Senhora da Luz ou São Vicente, que vivem com menos de 150 escudos por dia, também devem pagar; os pobres que vivem à custa da apanha das areias; os lavradores que vêm os combustíveis a subir day by day; os pescadores artesanais que vêm no Focker do Mar Cluster do Mar  a competição com os grandes armadores europeus; os criadores de vacas, cabras, porcos e por aí fora. Espectáculo!

Com uma oposição desta para quê o governo? Isto prova que MPD, infelizmente, não está a altura de assumir o governo. Com o Carlos Veiga no comando, esquece, não vamos a lado nenhum. Veiga devia mas é demitir! O MPD devia votar a favor do OE12 e deixar de palhaçadas porque votar contra um OE para apresentar a proposta que fode explora aqueles que nem sequer trabalham, é como dizer "somos piores que o governo".

Não podemos esquecer que, em Cabo Verde, existe alguém que ganha milhões à nossa custa! 

We are focked!
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Insultos na AN


Depois vêm com cara podre a pedir os thugs para se comportar bem na sociedade quando nem os políticos sabem integrar na Assembleia Nacional.

Deviam mas era pedir licença e encontrar na Achada São Francisco para resolver o assunto soku-suku, homi-homi e mudjer-mudjer. Se manxi intxadu, baza gelo!

domingo, 20 de novembro de 2011

TCP: Convite

Tertúlia Crioula Portuense(TCP) tem o prazer de convidar, uma vez mais, a toda a comunidade académica cabo-verdiana no Porto, a fazer parte do fórum de discussão a ter lugar no dia 26 de Novembro de 2011, sob o tema Contornos da Oficialização do Crioulo em Cabo Verde. Participe!

Local & Horário: Clube Literário do Porto, às 17:00 horas
Morada: Rua Nova da Alfândega, nr. 22, 4050-430, Porto

Um domingo mingando

Na sequência da morte do avô do meu amigo, fui à missa do 7º dia na Igreja da Areosa, às 12h. Uma das coisas que há muito não ouvia na Igreja é o salmo(o senhor é meu pastor, nada me faltará) lido; outra coisa, nunca numa igreja católica, é uma sonoridade parecida com o blues.

Bem, para não variar, tive o efeito ratatouille, ou seja, lembrei-me das palavras da minha mãe e outras coisas da igreja que atormentavam a minha infância como "afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno", aqueles que estavam à esquerda do rei. Hoje continua a dúvida, porquê que um ser tão justo como Deus manda o seu filho para o inferno?

O padre pediu-nos para praticar a "cidadania cristã", "fazer do cristianismo um projecto de vida" e outras coisas, no seu devido contexto. Eu, um crismado, assim como um péssimo cidadão cabo-verdiano, sou um cidadão cristã medíocre; ao jeito do Nhu Puxin, sou um católico-apostólico-romano-cabo-verdiano mas, ao fim ao cabo, acredito que tenho Deus em mim.

Quando o papa Bento XVI pede que os "africanos devem trabalhar pela reconciliação, recusar o poder do dinheiro" e "atenção aos que estão afastados da Igreja", acho bem, mas se o Vaticano fizesse a mesma coisa, acharia muito melhor!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Até que a morte vos separa

No poder desde 1978 sem nunca ter sido eleito pelos angolanos, José Eduardo dos Santos, vulgo Zedu, numa conferência conjunta com Pedro Passos Colho(que coincidência!), mostrou-se estar obsecado disponível para continuar a foder governar a angola e os angolanos.

Desejo-lhe boa sorte e até o dia que Deus quiser!

P.S. O gajo é mais um dos libertadores do povo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Nada Aprendeu


Vendo para o título deste post, alguém pode pensar que é meu mas não, é de um engraçado artigo do Martinho Júnior que encontrei na Página Global. Não tenho e nem faço do Pedro Pires o meu político de estimação mas nunca engoli certas histórias dos nossos libertadores nem admiro o percurso de muitos deles como muitos.

É engraçado, um dia destes estava a ver telejornal na pagina da RTC, uma notícia sobre aceitação ou qualquer coisa do género da internet em CV, lá fundo de uma instituição qualquer, estava o retrato do Pedro Pires como se estivessemos naquela época da "guia do povo".

Vamos a que interessa, o Martinho Júnior escreveu o seguinte sobre o nosso MoIbrahim:

"Na luta então travada, o colonialismo português (recorde-se que Portugal foi o único estado fascista presente na fundação da NATO) fez uso de meios bélicos daquela Organização, inclusive aviões de ataque ao solo Fiat-G-91, fornecidos pela Alemanha".

"Não é agora que Portugal, após o 25 de Abril, que se constituiu num componente da Europa, que essa situação se alterou, mas Pedro Pires, Presidente de Cabo Verde, poucos cuidados tem para com a NATO!".

"Entre o jovem Pedro Pires e o Presidente, é evidente que toda a nossa simpatia só pode ir para o primeiro; para o segundo e neste caso: parece que quanto mais velho, mais memória perdeu, mais oportunista se tornou e sobretudo, demonstra não ter aprendido a lição!"

Duvido que discussões como esta chegue ao nosso binóculo político.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Comércio: CV vs China

"De acordo com as estatísticas dos Serviços de Alfândega da China divulgadas pelo Fórum Macau, entre Janeiro e Setembro de 2011, a China vendeu a Cabo Verde mercadorias no valor de 38,1 milhões de dólares (27,6 milhões de euros), mais 62,24 por cento em relação ao período homólogo de 2010.

Por outro lado, Pequim comprou a Cabo Verde produtos no valor de 8,5 mil dólares (6,1 mil euros), o que traduz um acréscimo de 612,5 por cento face aos primeiros nove meses de 2010". In Liberal

Comentário: Ou seja, é como se a China nos vendesse 100€ e nos comprasse 0,021€. Em termos reais, se eu tivesse 100€ nos meus bolsos, não importaria dar-te 0,021€ mas, meus amigos, negócios são negócios. Gostaria mas é saber o quê que a China comprou em Cabo Verde.

Concordo com o Azagaia, "em África não há economia. Como pode ter economia uma raça que só consome?".

Convite

Directamente da Página Global, recebemos o seguinte convite:

CABINDA EM DEBATE, PORQUE O PROBLEMA EXISTE

No próximo dia 19, sábado, pelas 17h30, realiza-se no Auditório do Clube Literário do Porto, Rua da Alfândega, 22, um debate sobre "O futuro de Cabinda".

Sob moderação do Jornalista Paulo F. Silva, participam Eugénio Costa Almeida, mestre em Relações Internacionais e doutorado em Ciências Sociais, e o Jornalista Orlando Castro.

As opiniões dividem-se. A maioria diz que Cabinda é uma província de Angola. Outros dizem que não. Certo é que o problema existe.

“Cabinda é parte integrante da República de Angola”, diz Eugénio Costa Almeida. “É um território ocupado por Angola e tem direito à independência”, afirma Orlando Castro, jornalista angolano-português.

Para além de convidar todos os interessados no assunto, solicito e agradeço toda a ajuda que possam dar na divulgação do debate.

--
Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
A força da razão acima da razão da força

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E aí?

Obama disse que EUA estão “determinados a impedir Teerão de tornar-se uma potência nuclear” na região, escreve o Público. Haja saco para tanta hipocrisia!

The Children saved in Cabo Verde

Ao ler este texto, lembro-me dos episódios que a minha irmã e a sua amiga contaram-me. Ambas fizeram os partos no hospital da cidade capital de Cabo Verde. Já imaginaram a parteira a esbofetear a sua mulher chamando-lhe de puta ou dizer que a dor de parto é brio dela? Porque não entrevistar as mulheres que tiveram filhos nas diferentes maternidades em CV em vez de publicarem certos rankings?

São coisas bem engraçadas que até parece que no Hospital Agostinho Neto tem os amadores de saúde mas enfim, cá vamos nós outra vez a auto-satisfazer com os rankings da palhaçada. Se as palmas das mãos crescesse as verrugas em cada "aquela coisa", com certeza que nem sequer podia escrever este texto de tantas verrugas mas também ninguém teria a pachorra de confrontar com este texto.

Eu adoro Cabo Verde e os caboverdeanos! São coisas como essa que nos dão uma determinada particularidade que até achamos ser superior aos outros africanos, se calhar por isso que eles são "mandjacos".

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dificuldade para as dificuldades

Cá por mim, muitas coisas não se resolvem em Cabo Verde por culpa exclusiva dos caboverdeanos. Falo das politiquices, politiquizices, politiquizinhos entre outras esquisitices e "ices" da política que começa em casa, vai para a escola, bares, restaurantes... Pior disso tudo é que até na faculdade e para o resto da minha vida vou ter que conviver com essas "ices".

Ninguém quer olhar que os problemas dos estudantes e dos emigrantes caboverdeanos não é culpa do Zemas ou Veiga, do actual ou anteriorior governos e por aí fora. Ninguém quer enfrentar o problema em vez de sentar e apontar o dedo, tentando ganhar alguns votos com isso.

Tanto o Zemas e Veiga, assim como o actual e anteriores governos, podiam e deviam fazer alguma coisa para estreitar a relação com a diáspora caboverdeana. Todos nós ainda podemos fazer qualquer coisa! Só para citar um exemplo, no papel de saúde que recebi da Embaixada de Cabo Verde em Lisboa, salvo erro, está um acordo do periódo de independência.

Quando a Janira Hopfer Almada veio ter com os estudantes na Universidade Portucalense, fez-se acompanhado pela Associação dos Estudantes Cabo-verdianos do Porto(AECVP), cagaram nos problemas dos estudantes e venderam o país rosé do Zemas. Tempos depois o Miguel Monteiro veio fazer um encontro com os estudantes na Junta de Freguesia Santo Ildefonso, acompanhado da Associação dos Caboverdeanos Norte de Portugal(ACNP), cagaram nos nossos problemas e venderam o país caótico do Veiga.

Para quem que como eu, fez tentativas frustradas de melhorar as coisas por estas bandas, sabe e conhece o papel desses "ices". A dificuldade é grande e vai persistir enquanto não percebermos que Cabo Verde e os seus problemas não pertencem aos partidos políticos mas sim exclusivamente aos budjuras*; não estranha notícias como estas(Estudantes cabo-verdianos enfrentam dificuldades em Portugal e ESTUDANTES CABO-VERDIANOS PASSAM FOME EM PORTUGAL) e os seus respectivos comentários.

*Budjura é expressão que os angolanos, guineenses etc, usam para designar os cabo-verdianos.

domingo, 6 de novembro de 2011

Bluf

Antes das eleições de 06 Fevereiro de 2011, estava a decorrer em Cabo Verde, numa espécie de lavagem cerebral, o mito de "boa governação" acompanhado de efeitos publicidade como cluster do mar, sustentabilidade, protecção ambiental, nova era, novos tempos, novos desafios etc.

Pior disto tudo é que a oposição não soube explicar o povo as diferenças entre alhos e bugalhos. Conscientemente o povo escolheu tudo aquilo que se resume numa única frase: governação insustentável. Governação esta que também seria praticada pela oposição se ela fosse o actual governo. Não tenhamos ilusões!

Por isso digo que em Cabo Verde nunca houve boa governação, ainda não temos colhões para isso! Precisamos de ter a humildade para reconhecer que Cabo Verde não é um PDM e que está longe de atingir a sustentabilidade.

É claro que caminhamos, embora a passo de caracol, nesse sentido, recuso engolir as mentiras usadas por governantes para angariar votos. Não quero ser um boneco animado e nem que façam do povo a mesma coisa.

Tudo isto vem ao propósito deste artigo sobre a Direcção de Ambiente e Saneamento da Câmara Municipal da Praia.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Febre do Facebook

É engraçado como as coisas acontecem e a facebookamania tomou conta da nossa gente. Fechei o meu Facebook há muitos meses atrás, a partir daí, nunca mais recebi um único email dos meus amigos e familiares, nem para saber se estou vivo ou morto.

Enviei vários emails sem resposta. Ontem liguei a minha irmã, no meio das conversas, ela perguntou-me se não queria que ela comunique comigo. Respondi-lhe que enviei-lhe vários emails e que ela respondeu nenhum deles. Ela respondeu que já não abre a sua caixa correio há vários meses.

Bem, pessoal, há vidas muito mais além do Facebook. Não estou a pôr em causa esta rede social ou uma ferramenta poderosíssima como esta mas, apenas, quero realçar aos meus amigos que existe vidas sem Facebook. Esta missiva serve também para aqueles que tomam a mesma rede social com o BI ou passaporte das pessoas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Gripe (I)

Depois do almoço fui para a biblioteca ler uns artigos, dei uma olhadela nos jornais online, não pude deixar de reparar num editorial desaforrado do Liberal sobre o "ser jornalista" em que muitos usam o diploma como braquete e a "legítima defesa" do Mário Matos.

Nada de especial até que o meu telefone começou a vibrar. Lá está, fui para a escada para não ter que ser expulso outra vez da biblioteca, era a minha namorada! Fiquei satisfeito, só por ela ter mudado de humor comigo, era motivo suficiente para lidar com as dores de cabeça e do corpo. Pedi-lhe a ajuda, ela entende dos sintomas e outros males que as pessoas adoram queixar, principalmente, depois de uma certa idade, nem sequer deu atenção às minhas queixas, se calhar por ser um "namorado desnaturado(expressão dela)" ou não levar muito a sério, brincando ao dizer que só os relógios trabalham grátis. Estava muito contente por ela estar bem disposta!

A biblioteca começou a ficar vazio gradualmentente à medida que se aproximava das 19:30, hora que fecha a biblioteca. Entre os que saíram, estava eu como uma planta murchada. Estava com a cara como um burro com febre. Tomei um chá de limão, como não tinha Cêgripe, fui descansar um pouco ouvindo a rádio M80.

Dormi e comecei a sonhar, a única coisa boa de estar com gripe! Dei comigo em Cabo Verde, na aldeia da Baía, a falar com o meu sobrinho Yuri e o Hélder, preparando a vara para pescar como nos velhos tempos, íamos fazer uma piquenique.

As mulheres e as crianças estavam com o arroz, batata, mandioca e os temperos ao caminho da Laja do Padre. Nós, os rapazes, começámos a pescar bodião em Ponta Inglês. Tirei do balde da isca uma manxorca(um tipo de caranguejo) onde, automaticamente, tirei a carapaça e deitei na água. Seguidamente, arranquei-lhe uma perna e coloque no anzol que, seguindo a indicação do chumbo, começou a mergulhar na água espumosa de tanto bater na rocha. Cerca de quarenta e cinco segundos depois, senti o rabo da minha vara de bambu a cutucar o meu cotovelo duas vezes, seguido do abaixamento em força do outro extremo da vara. Quando segurei com a força, cravando-lhe o anzol na boca, dei-lhe uma folga para esforçar não esforçar vara e quebra-lo em dois pedaços.

Em trinta segundos de dança esquerda-direita-e-direita-esquerda, comecei a imergir da água uma besta bodião preta que começou a fazer cocó. Numa astúcia de um pescador-de-pedra experiente, segurei a linha vendo a minha cara satisfeita de estar com aquele enorme peixe na mão. (Continua...)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

1.11.11

Nunca gostei do silêncio. Muitas vezes somos forçados ao silêncio mas também prefiro o silêncio do que escrever as asneiras como aquelas que estou preste a escrever para quebrar o silêncio. Apetece-me gritar bem alto mas estou numa sala de computadores, por isso, remeto ao silêncio para não ter que quebrar o silêncio.

Espero que o silêncio não incomode o silêncio. Acredito firmemente no silêncio que me levará aos mundos distantes, bem longe de mim e longe de tudo. Para completar este silêncio, espero que jamais possa arrepender do silêncio porque num silêncio terminarei.

Sou o silêncio do silêncio, o segredo daquele silêncio forçado. Quem conhece este silêncio, sabe que este silêncio consome o silêncio porque é consumido pelo silêncio. Sou mesmo o silêncio silenciado porque, na verdade, vivo no silêncio. Aquele silêncio forçado e reclamado pelo silêncio.

Neste silêncio sentencio o silêncio até que o silêncio silencie o silêncio.